Encontro de Natal 2013, dos Seminaristas do Arciprestado Guimarães e Vizela
03-01-2014 11:21Realizou-se, no dia 23 de Dezembro, o Encontro de Natal, dos Seminaristas do Arciprestado Guimarães e Vizela.
A 1ª parte do Encontro decorreu em Polvoreira. Aí foram as boas vindas, a oração e partilha de experiências pastorais, entre os sacerdotes e seminaristas presentes, mais daqueles do que destes.
1 - Partilha das experiências pastorais
Pastoral Social (Centro Sociais Paroquiais)
Na partilha das experiências pastorais, verificamos que a nossa formação não abrange a multiplicidade dos desafios com que nos vamos defrontar. Longe de querermos “controlar/dominar” todos os campos, há âmbitos ordinários da nossa vida pastoral que mereceriam maior aprofundamento na formação pastoral, mormente no que diz respeito a certos aspectos de gestão corrente de estruturas do campo social (Centro Sociais).
Porque não somos preparados para ser gestores nem patrões, há desafios com que nos deparamos ao chegar às paróquias, que nos roubam ao que só nós podemos fazer, e fazem esmorecer o entusiasmo inicial.
Profissionalizamos por demais a caridade, e, temos de repartir as culpas entre os párocos (pois todos queriam o “seu” centro Social) e a hierarquia que o permitiu. Ao criar um Centro Social em cada Paróquia, não pensamos na sua sustentabilidade futura (a de hoje), e “a fraternidade sacerdotal” foi trocada pela concorrência desleal/feroz, tendo em vista (toleramos) os postos de trabalho então criados (e que desejamos manter), e as pessoas/utentes que servimos.
Nomeação dos Párocos: parece-nos que, neste campo, não há um conhecimento real e abrangente da realidade das paróquias (o estado das paróquias) para onde são enviados/nomeados alguns sacerdotes. E, depois da nomeação feita e do “lugar preenchido”, sente-se necessidade de um acompanhamento de maior proximidade. Achamos que o delegado da Zona Pastoral, o Arcipreste ou Vice-Arcipreste podem desempenhar um papel importante entre o Bispo e as Paróquias.
Interparoquialidade: achamos que a Paróquia enquanto mera definição territorial, perdeu o sentido/relevo que teve noutros tempos. Para algumas coisas será necessária, para outras, devemos avançar para uma “reforma administrativa” diferente, que pode surgir de uma definição clara das tão faladas unidades pastorais. A Interparoquialidade, a par com a entrega do que pode e deve ser entregue aos leigos, devidamente escolhidos (detentores de profundo sentido humano e eclesial) e formados, (abre a possibilidade de novos empregos, que uma só paróquia não pode custear), ajudar-nos-ia a dedicar ao que nos é mais específico do Ministério Sacerdotal.
2 - Bases para uma pastoral vocacional
Depois do almoço, e da visita ao São Bento das Pêras, esteve connosco o Padre Avelino, reitor do Seminário Menor. Veio dar-nos algumas pistas para a criação da Pastoral Vocacional no Arciprestado.
A finalidade da Pastoral vocacional é definir-se por Cristo, em qualquer estado da nossa vida: matrimónio, vida consagrada, leigo consagrado…. Por isso, a Pastoral Vocacional tem de passar todos os campos da acção pastoral. Não é preciso criar novas estruturas nem organismos, mas que em todas as acções pastorais (paroquiais, de zona, do arciprestado, diocesanas), a Pastoral Vocacional esteja presente (CNE; Catequese-Catequistas; Liturgia: cantores, acólitos, leitores…) e qualquer actividade seja momento para discernir o que Deus me pede com Cristão na Igreja onde me encontro.
Deixou-nos como sugestão a criação de uma equipa Arciprestal que fosse o mais abrangente possível a nível vocacional: casal, membros de ordens religiosas implantadas no Arciprestado, um representante por cada Zona Pastoral, um professor de EMRC, entre outros.
3 - Catequese Vocacional
Da parte de tarde, em Tabuadelo, pelas 17h00, tivemos o encontro vocacional com os adolescentes e jovens das Catequeses de Polvoreira e Tabuadelo, orientado pelos seminaristas.
A partir da competição entre as folhas da árvore, o tronco e as raízes, percebemos melhor o leque de relações e dependências em que nos movemos, e de como são tantos (e às vezes de quem menos esperamos) os que nos podem ajudar na descoberta do nosso lugar/missão na Igreja.
Ficou o desfio de perdermos o medo de nos perguntarmos sobre o nosso futuro, sobre o que me realizaria melhor, como homem/mulher, e como cristão, a fazer da nossa vida um tempo infindo de namoro/descoberta/questionamento. Não se namora sozinho, por isso, é preciso deixar-se acompanhar por quem nos possa ajudar a descobrir onde poderemos ser “melhores e mais felizes” no serviço à Igreja de Jesus Cristo. Também aí acrescentaremos valor à nossa vida como pessoas.
O Encontro terminou com a Eucaristia, onde rezamos pelos sacerdotes e pelos seminaristas em tempo de discernimento. Agradecemos o acolhimento que as Paróquias de Polvoreira e Tabuadelo no deram (na pessoa do seu pároco, Padre Francisco Xavier), e demos graças a Deus pelo convívio realizado.
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